Setembro Amarelo em São Vicente é só no papel! Saúde mental na Educação é uma urgência ignorada pela gestão municipal

Setembro Amarelo em São Vicente é só no papel! Saúde mental na Educação é uma urgência ignorada pela gestão municipal

setembro 5, 2025 0 Por sintramem

Enquanto a campanha Setembro Amarelo nos apresenta ao debate nacional sobre saúde mental, um grupo de profissionais essenciais permanece nas sombras: os profissionais da Educação da rede municipal de São Vicente. Os Servidores enfrentam uma crise jamais vista, agravada por anos de desvalorização, pressão excessiva e um ambiente de trabalho hostil. A omissão da gestão do governo em reconhecer e agir sobre esse cenário é um desserviço não apenas a esses trabalhadores, mas a toda a sociedade vicentina, que depende da qualidade do ensino público.

IRONIA é o(a) Professor(a) ter que trabalhar SETEMBRO AMARELO com os alunos mesmo sabendo que ABSOLUTAMENTE NINGUÉM se importa com a SAÚDE MENTAL dos profissionais do MAGISTÉRIO vicentino.

A secretária de Educação Michelle Paraguai e o prefeito estão massacrando os Professores e seus direitos. Como trabalhar saúde mental com os alunos quando não temos saúde mental para trabalhar?

Os mais recentes ataques por parte desta Administração, que culminaram em uma greve histórica em nossa cidade – incluindo a retirada de direitos de forma covarde – evidenciam o quanto os profissionais vêm sendo prejudicados em sua saúde financeira e, obviamente, psicológica. Como manter a excelência nas atividades diante de tanto desrespeito por parte do governo?

ANÁLISE

A degradação da saúde mental dos profissionais da Educação não é uma percepção; é um fato comprovado. Pesquisas nacionais, como as conduzidas pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), apontam que mais de 70% dos Educadores relatam sintomas de burnout, síndrome do esgotamento profissional caracterizada por exaustão extrema e sensação de ineficácia. Este não é um cansaço comum, mas um estado crônico de estresse ligado diretamente à precarização das condições de trabalho, à sobrecarga de aulas e à falta de suporte efetivo do poder público.

A situação em São Vicente reflete essa triste realidade nacional. A retirada constante de direitos, a desestruturação do plano de carreira e o assédio moral institucional criam um terreno fértil para o adoecimento. O resultado é visível: afastamentos por depressão e ansiedade crescem, esvaziando as salas de Professores e, por consequência, prejudicando o aprendizado dos alunos. A gestão municipal, no entanto, insiste em tratar o tema como um tabu, negligenciando seu dever de garantir ambientes saudáveis.

“Não é fraqueza, é cansaço de lutar contra a desvalorização”, adverte o diretor Thobias Paraguai.

Nosso diretor Thobias Paraguai comenta:

O que nossos Professores e demais Servidores do Magistério enfrentam hoje vai além do estresse do dia a dia. É um esgotamento sistemático, fruto de uma gestão que não ouve, não vê e não dialoga. Eles não estão doentes; a estrutura está doente. Exigimos urgentemente a implementação de um programa permanente de saúde mental e o fim imediato das políticas que precarizam o nosso trabalho. Não aceitamos o silêncio como resposta“.

O momento exige mais do que conscientização; exige mudança. A sociedade vicentina não pode compactuar com o adoecimento de quem forma as suas futuras gerações. A Educação de São Vicente luta por respeito, e o SINTRAMEM não se calará até isso ser uma realidade. A vida de nossos Educadores depende de ações imediatas.