NOTA DE REPÚDIO | Prefeitura de São Vicente ataca novamente a Educação com fechamento de Escolas
O SINTRAMEM vem a público manifestar seu mais veemente repúdio ao fechamento de unidades de ensino pela gestão do prefeito Kayo Amado. A medida – ampliada em 2024 e em continuidade este ano, atingiu três escolas na área insular e uma na continental, Matteo Bei, M. Machado, Professor Clemente Ferreira e Maria Elizabeth Ramos da Silva. Este é mais um ataque brutal ao direito fundamental à Educação e um desserviço à população de São Vicente. Esta não é a primeira vez que o Sindicato alerta para os malefícios desta decisão arbitrária, pois ignora o papel social destas instituições.
Esta medida arbitrária desencadeia uma sequência de prejuízos irreparáveis. Além de desestruturar comunidades inteiras e sobrecarregar outras unidades, a redução no número de alunos atendidos gera uma queda direta no volume de verbas federais recebidas pelo FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). Menos estudantes matriculados significam menos recursos para manter a qualidade do ensino, criando um ciclo vicioso de subfinanciamento que estrangula ainda mais a educação pública.
RESGATE
A situação já é crítica. A receita destinada à educação em São Vicente, quando confrontada com a realidade inflacionária do país, apresenta um poder de compra cada vez menor. O fechamento de Escolas, longe de ser uma solução, é um tiro no pé que agrava este cenário, comprometendo o recebimento de recursos e inviabilizando qualquer planejamento de médio e longo prazo para a área.
O resultado prático é o aprofundamento de um desmonte silencioso. Com menos verba, a Prefeitura terá ainda mais dificuldade para manter as Escolas restantes, investir em material, valorizar os profissionais e oferecer condições dignas de aprendizagem. É uma espiral descendente que condena o futuro educacional de São Vicente, prejudicando toda uma geração de vicentinos.
Diante deste ataque sem precedentes, o SINTRAMEM posiciona-se de forma totalmente contrária ao fechamento de qualquer unidade escolar e exige a revogação imediata desta decisão. Convocamos a categoria e a sociedade vicentina a se unirem contra este projeto que deseduca e exclui. Não nos calaremos enquanto a Educação for tratada como despesa, e não como o pilar de um futuro digno para São Vicente.
